Concurso de São José de Ribamar ignora História e Geografia do município para professores e gera indignação popular
Exclusão das disciplinas, mencionado pelo próprio prefeito em entrevista no programa Conversa Franca, é vista como desrespeito à memória, ao território e à identidade ribamarense
A exclusão das disciplinas de Geografia e História de São José de Ribamar, mencionado pelo prefeito Dr Julinho no programa Conversa Franca, do concurso público municipal para professores tem gerado forte reação da população, educadores e movimentos sociais. A decisão é considerada inaceitável e profundamente equivocada, por desvalorizar a identidade do município e ignorar a importância do conhecimento do território e da memória local para o exercício do serviço público.
Para muitos ribamarenses, um concurso público não pode ser pensado de forma genérica, desconectado da realidade onde o servidor irá atuar. Conhecer a história, a formação social, cultural e geográfica do município é fundamental para garantir um serviço público mais qualificado, humano e comprometido com a população.
A retirada dessas disciplinas é vista como um apagamento simbólico da memória coletiva de São José de Ribamar, cidade marcada por forte tradição histórica, cultural e religiosa. “Excluir a História e a Geografia locais é negar a própria identidade do município e reduzir o papel do servidor público a uma função meramente técnica, sem vínculo com a realidade local”, afirmam críticos da medida.
O contraste com municípios vizinhos reforça a insatisfação. São Luís incluiu Geografia e História do próprio município em seus concursos públicos, assim como Paço do Lumiar, reconhecendo a importância do conhecimento local na formação dos servidores. Para a população, não há justificativa plausível para que São José de Ribamar siga na contramão dessa prática.
Diante da repercussão negativa, cresce a pressão para que a Prefeitura reavalie o edital e promova a inclusão das disciplinas de Geografia e História de São José de Ribamar. A reivindicação é vista como um gesto mínimo de respeito à cidade, à sua trajetória histórica e à população ribamarense.
Para os manifestantes, um concurso público justo e responsável começa pelo reconhecimento do território e da memória do município que o servidor irá servir. A exigência popular é clara: valorizar São José de Ribamar passa, necessariamente, por reconhecer sua história e sua geografia como partes essenciais da formação de quem vai trabalhar em favor da cidade.
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