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Mais de 620 famílias ficam isoladas após suspensão de linhas de ônibus na zona rural de São Luís

Comunidades de Cajueiro e do Quilombo Andirobal denunciam omissão do poder público e cobram obras emergenciais e retorno imediato do transporte coletivo

Mais de 620 famílias ficam isoladas após suspensão de linhas de ônibus na zona rural de São Luís
Mais de 620 famílias ficam isoladas após suspensão de linhas de ônibus na zona rural de São Luís (Foto: Reprodução)

Comunidades de Cajueiro e do Quilombo Andirobal denunciam omissão do poder público e cobram obras emergenciais e retorno imediato do transporte coletivo

Mais de 620 famílias das comunidades de Cajueiro e do Quilombo Andirobal, na zona rural de São Luís, estão enfrentando isolamento desde a suspensão das linhas de ônibus T015 Porto Grande e T019 Cajueiro. O serviço está interrompido desde o dia 1º de janeiro de 2026, afetando diretamente o deslocamento de moradores para o trabalho, escolas e unidades de saúde.


Segundo as comunidades, a empresa responsável pelo transporte justificou a suspensão alegando a precariedade das vias de acesso. No entanto, moradores e lideranças locais apontam que o problema é resultado da falta histórica de manutenção da estrada por parte do poder público municipal.


Em reunião realizada no dia 16 de dezembro de 2025, a empresa já havia alertado sobre a possibilidade de interrupção das linhas devido às más condições da via. Mesmo diante do aviso, nenhuma medida preventiva ou plano emergencial foi apresentado pela Prefeitura de São Luís, pela Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) ou pela Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (SEMOSP).


Para os moradores, a suspensão do transporte público representa uma grave violação de direitos fundamentais, como o direito de ir e vir, além de comprometer o acesso ao trabalho, à saúde e à educação. As comunidades reforçam que o transporte coletivo é um serviço essencial e não pode ser interrompido por falhas na infraestrutura que são de responsabilidade do próprio poder público.


Diante da situação, as comunidades divulgaram uma Nota de Repúdio, na qual exigem:


  • A realização imediata de obras emergenciais para recuperação da estrada;
  • O retorno urgente das linhas de ônibus, com reforço nos horários de pico, conforme acordo firmado desde 2019;
  • A apresentação de uma solução definitiva para a via, com cronograma e previsão orçamentária para o asfaltamento.


“As comunidades não aceitam que a negligência da Prefeitura seja usada como justificativa para retirar um direito básico da população”, afirmam as lideranças locais.


A Rádio Voz do Horizonte segue acompanhando o caso e aguarda posicionamento oficial dos órgãos responsáveis.

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