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Fim do “Lulinha paz e amor”: PT se prepara para uma guerra política em 2026

Discurso duro de Lula sinaliza confronto narrativo, articulações no Centrão e possível mudança na chapa presidencial

Fim do “Lulinha paz e amor”: PT se prepara para uma guerra política em 2026
Fim do “Lulinha paz e amor”: PT se prepara para uma guerra política em 2026 (Foto: Reprodução)

Durante a celebração dos  46 anos do Partido dos Trabalhadores (PT) em Salvador, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou claro que a eleição de 2026 não seguirá o tom conciliador que marcou campanhas anteriores. Ao afirmar que “não tem mais essa de Lulinha paz e amor” e que a próxima disputa será uma “guerra”, Lula sinalizou uma mudança estratégica importante no modo como o governo pretende atuar no campo político e, sobretudo, nas redes sociais.


Na prática, o discurso indica que o Planalto está disposto a partir para um  confronto direto de narrativas, enfrentando a direita com mais dureza e menos concessões. O recado veio em um momento sensível: pesquisas recentes apontam crescimento do senador Flávio Bolsonaro, o que acendeu o alerta máximo no núcleo político do governo.  


Desde então, Lula e seus aliados intensificaram articulações nos bastidores. Um dos principais movimentos é tentar isolar uma eventual candidatura da direita, especialmente afastando partidos do Centrão de um apoio formal a Flávio Bolsonaro. O objetivo não é necessariamente trazê-los para a base governista, mas garantir, ao menos, neutralidade eleitoral. Nomes como  mCiro Nogueira, figura central do Centrão, entram nesse cálculo.


Paralelamente, o presidente avalia ampliar sua coalizão eleitoral, inclusive com a possibilidade de rever a composição da chapa presidencial. Ganha força, nos bastidores, a ideia de atrair o MDB, partido que garantiria maior tempo de televisão e reforço político junto ao Centrão.


Esse movimento, no entanto, teria um custo político elevado: a saída do vice-presidente Geraldo Alckmin da disputa. Alckmin tem se mostrado um aliado leal e peça importante na estabilidade do governo. Lula chegou a sugerir que ele poderia cumprir “um papel” em São Paulo, hipótese já descartada publicamente pelo próprio vice.


Segundo lideranças do PT, o cenário eleitoral indica que a maior parte do eleitorado já está definida — ou pelo menos posicionada em um dos polos do espectro político. Dessa forma, a disputa real estaria concentrada em cerca de 10% dos votos ainda em aberto, considerados decisivos para o resultado final.

Nesse contexto, cada aliança, cada movimento no tabuleiro político e cada narrativa construída nas redes pode fazer a diferença. A mensagem de Lula é clara: em 2026, o PT não pretende apenas se defender — quer disputar cada centímetro do debate político.


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